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Quais histórias…

: Os trabalhos que participarão do Concurso poderão ser distribuídos em duas seções

  • “Narração”
  • “Estudos e Pesquisas”

“Narrações”

Os relatos das experiências de luta e de mudança podem ser realizados seja diretamente pelos protagonistas das próprias lutas como por outros. Podem ser realizados também por narradores individuais, por grupos de trabalho, ou ainda, como narrações coletivas com diversas vozes.

Estas narrações serão convocadas para unir experiências e conhecimentos, e serão construídas através da participação e audição das vozes dos protagonistas , por conseguinte, sobretudo, através do uso de narrações escritas na primeira pessoa, como escrituras autobiográficas, narrações orais, entrevistas, etc. [1]

Os relatos poderão conter informações úteis para dar conhecimento da determinada realidade, da qual, se quer contar, podendo, para isso, usar e recolher documentações e pesquisas de aprofundamento. [2]

Os trabalhos que participarão do Concurso “Narração” (e “Estudos e Pesquisas”) poderão ser subdivididos segundo as diferentes “linguagens,”combinadas também entre elas, tentando obter uma comunicação eficiente:

  • Escrituras autobiográficas e biográficas – textos referidos a si próprio ou histórias de outros;
  • Foto-narrações – através de reportagens fotográficas também com textos;
  • Vídeonarrações – realizadas, seja diretamente pelos protagonistas das experiências ou por outros;
  • Audionarração – audiohistórias construídas através de reportagens, entrevistas e narrações orais;
  • Outras formas de linguagens - poética, narrativa, ficção, fotoromance, gibi, ou outras formas artísticas de narração…

“Estudos e Pesquisas”

No concurso, incluímos também, a seção “Estudos e Pesquisas,” que receberá os trabalhos que abrangem também, as análises de lutas e acontecimentos sociais de tempos atrás, investigando, sobre o que une o passado e a contem-poraneidade (procurando uma aproximação histórica, sociológica, antropológica, etc. Ou, ainda melhor, interdisciplinar…): isto é, trabalhos que tentam ligar mais experiências entre eles, em uma ótica de comparação, ou, em geral, trabalhos que recorrem a uma tentativa de aproximação mais analítica do que expressiva.

Aqui, porém, é possível utilizar também diversas linguagens narrativas (texto, foto,vídeo e audio) para tornar mais expressivos e comunicáveis os próprios trabalhos de pesquisa.

Poderão participar igualmente, seja da seção “Narrações” ou da seção “Estudos e Pesquisas,” trabalhos feitos especialmente para o concurso e trabalhos produzidos em antecedência (inclusive, também publicações ou trabalhos que já participaram de festivais, mostras, etc.).

Narrar as metodologias de luta e mudança social

È muito importante, repetimos outra vez, que as narrações não contenham descrições só de acontecimentos, mas também, de elementos úteis para a compreensão do contexto no desenvolvimento das particulares problemáticas enfrentadas, e sobretudo, uma reflexão sobre a metodologia de ação social adotada, seja se tratam-se de metodologia estruturada ou espontânea, nova ou já existente.

Modalidades de Narrações

As distinções entre as diversas formas narrativas (texto, foto, vídeo, audio) não querem estimular a uma divisão rígida entre as linguagens, mas, querem simplesmente nos ajudar a nos orientar nas diversas modalidades já difundidas entre os narradores de histórias digitais.

Você pode escolher uma linguagem fundamental ( texto,foto, vídeo e audio), com a qual, porém, é possível intercalar outras formas de linguagens. Você pode, por exemplo, enriquecer um texto com imagens, com referimentos literários e poéticos, com peças de música, audio, ou com fragmentos de vídeo… Ou, ainda, unir fotos com narrações orais, vídeonarrações e escritos pessoais,etc. (Vejam também “Metodologias de Narração”).

Ou , ainda é possível misturar as várias formas de linguagens, de acordo com a própria criatividade, procurando a linguagem mais eficaz para poder comunicar melhor a experiência particular que será narrada.

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[1 ] A propósito disso, o importante é oferecer uma descrição, mesmo que seja breve, mas completa, da metodologia de realização do trabalho. Pelo menos, ao que se refere a relação estabelecida entre os sujeitos da narração e os autores, o processo de recolhimento das fontes (entrevistas, memórias orais, escritos autobiográficos, documentação fotográfica, contos mitológicos e tradições populares,etc.) e o modo, como essas fontes foram utilizadas para a realização do trabalho final. Não podemos esquecer que o concurso quer difundir e promover as práticas de autonarração entre os ativistas dos movimentos e os protagonistas das lutas sociais. A propósito disso, o site oferecerá indicações úteis sobre as diversas metodologias che utilizam memórias orais ou fontes autobiográficas.

[2] De um certo modo, quer dizer, relacionar os conhecimentos produzidos pelos protagonistas das experiências com os conhecimentos que as várias disciplinas, sociológicas, antropológicas, históricas, etc., têm produzido sobre aquela realidade ou semelhantes realidades.